2013 sem dúvidas foi um ano marcante para muitos brasileiros que acompanharam a política nacional. E foi também quando nascia a semente do Coletivo Papo Reto. Em novembro daquele ano, chuvas pesadas caíram sobre o Rio de Janeiro deixando muitos estragos em toda cidade. No Complexo do Alemão, aproximadamente 30 casas desmoronaram e outras ficaram com risco de cair.

Vendo as famílias desabrigadas, um grupo de instituições se uniu para criar uma super força tarefa e ajudar aquelas famílias. A mobilização em torno desta causa se mostrou tão eficiente que foi possível colaborar com famílias de outras favelas. No ano seguinte, avaliando toda aquela mobilização, algumas pessoas envolvidas refletiram e concluíram: é preciso continuar.

E foi assim que em 2014 nasceu o Coletivo Papo Reto.

Muito do que realizamos a partir dali refletia nossas insatisfações com a Política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que segue cometendo os mesmos equívocos até os dias de hoje, sobretudo nas favelas. Desta forma criamos uma metodologia para chamar atenção sobre os casos de violência cometidos pelo Estado. Foi possível fazer bastante barulho, trazendo visibilidade para esse contexto e casos e colaborando com investigações importantes. Ampliamos nossas ações para o campo da educação com o objetivo de compartilhar o que havíamos aprendido sobre Direitos Humanos e metodologias de mobilização em favelas. 

Atualmente o Coletivo Papo Reto conta com uma estrutura que permite ampliar o campo de ação, com espaço de aulas, reuniões e administrativo que fortalece nossas ações no campo dos direitos humanos, educação e cidadania favelada. 

Pautar direitos humanos em diferentes frentes de atuação é o atual objetivo do Coletivo Papo Reto. Fazemos isso pensando a educação, a comunicação, a arte e a cultura como ferramentas que possam garantir que todas as pessoas moradoras de favelas e periferias tenham conhecimentos diversificados sobre garantia plena de direitos em toda sociedade.